NOVO Análise Estratégica · Documento Confidencial — Dossiê Territorial
SCIA/Estrutural — RA XXV A cidade que nasceu da reciclagem. A dignidade do trabalho que sustenta o DF — e que o GDF nunca quis ver.
Criada em 2004 (Lei 3.315). Origem em ocupação no entorno do antigo Lixão da Estrutural (encerrado em jan/2018). ~35-38 mil habitantes, renda dom. R$ 1.728. Catadores, microempreendedores, mães chefes de família. O eleitor pragmático que vota em quem chega com solução concreta. Diagnóstico de 6 eixos com respeito à história do território.
População~38 mil hab (PDAD-A 2024)
Eleitorado~25 mil eleitores (est.)
Renda dom.R$ 1.728 (PDAD-A 2024)
Renda per capitaR$ 570 (PDAD-A 2024)
Idade média27,6 anos — jovem
Perfil eleitoralPopular — voto pragmático
[01]
Diagnóstico territorial e eleitoral
A RA que nasceu da reciclagem — e que o GDF tratou como "problema" por décadas
O eleitor da Estrutural: popular, pragmático, com orgulho da reciclagem
A SCIA/Estrutural (RA XXV) completou 20 anos em 27/01/2024 — foi criada pela Lei 3.315/2004. Mas a história do território começa nos anos 1960, quando o lixo urbano do DF passou a ser despejado no entorno da DF-095 (Estrutural). Famílias migrantes (50,4% nascidas fora do DF — sendo 20,8% baianos) se instalaram no entorno do lixão, sobrevivendo da catação de materiais recicláveis. A reciclagem é a história fundadora da cidade — e a fonte de renda e identidade de centenas de famílias até hoje.
População urbana
~38 mil
PDAD-A 2024 (38.047) — 50,8% mulheres
Eleitorado estimado
~25 mil
~65% da população (TSE a confirmar)
Renda dom.
R$ 1.728
PDAD-A 2024 — 16× menor que Lago Sul
Renda per capita
R$ 570
Uma das menores do DF
Idade média
27,6 anos
Jovem — população em formação
Fora do DF
50,4%
Migração intensa — 20,8% baianos
Tempo médio moradia
14,4 anos
Vínculo consolidado com o território
Famílias com 1-5 SM
82,1%
Base popular consolidada
Leitura política: NÃO é voto cativo de PT, MDB ou Republicanos — é voto de gratidão por entrega concreta. O eleitor da Estrutural olha pra mão de quem chegou primeiro com solução. Bolsa Família, Cartão Material Escolar, regularização parcial, encerramento do lixão com transferência para galpões — cada governador que entregou algo deixou marca. NOVO chega na Estrutural com pauta diferente: não promete esmola, promete oportunidade. Dignidade da reciclagem como negócio. Microcrédito sem fiador. Cooperativa fortalecida. Tom: popular-direto, respeito à história do território, sem moralismo, sem tratar morador como "vítima".
Peso eleitoral e por que importa
Com aproximadamente 25 mil eleitores, a Estrutural pesa cerca de 1,2% do eleitorado total do DF — pequena em volume, mas simbólica como territorio. É RA-bandeira para o debate: se o NOVO conseguir falar com a Estrutural com respeito e proposta concreta, manda recado a Sol Nascente/Pôr do Sol, Itapoã, Recanto das Emas, Varjão, Mangueiral — todo o cinturão popular do DF (que somado pesa 25-30% do eleitorado).
Voto de gratidão por entrega: quem chegou primeiro com regularização real, UBS, BPM presente, ganhou.
Mães chefes de família: base social central — voto orientado por filho, escola, creche, saúde.
Catadores e cooperativados: rede CENTCOOP, 11 cooperativas nos galpões da Estrutural — base econômica articulada com SLU/Sema.
Lideranças evangélicas: Assembleia de Deus, Universal, Quadrangular — peso decisivo em pauta familia/seguranca.
Vínculo identitário forte: 14,4 anos de moradia média — comunidade consolidada, com história de luta.
Estratégia de visita: evento na Estrutural deve ser popular, direto, sem ostentação. Caminhada pelo centro comercial, visita a cooperativa CENTCOOP, roda com mães comunitárias, almoço em restaurante popular. Foto com catador (com autorização, com respeito — nunca explorando). Pauta: "reciclagem é trabalho, não esmola — vamos remunerar quem sustenta a cidade".
[02]
Estrutural em números
Snapshot demográfico, social e econômico da RA da reciclagem
Criação da RA
2004
Lei 3.315 de 27/01/2004
Origem da ocupação
1960s
Entorno do Lixão da Estrutural
Lixão encerrado
jan/2018
Maior lixão da América Latina (200 ha)
CIR-DF
~1.000 famílias
Complexo Integrado de Reciclagem (Cidade do Automóvel) — 5.000 t/mês
Cooperativas
11
Linked CENTCOOP-DF (CIR e galpões)
Adm. Regional
Alceu Prestes
Alceu Prestes de Mattos · gestão atual a confirmar
Características de identidade
Origem nos anos 1960: o lixo urbano do DF passou a ser despejado na DF-095 (Estrutural). Pequeno número de barracas de catadores se instalou ao redor. A ocupação se consolidou ao longo de 40-50 anos.
Vila Estrutural: sede urbana da RA SCIA, hoje com ~35-38 mil habitantes. Reconhecida formalmente como RA em 27/01/2004 (Lei 3.315).
SCIA — Setor Complementar de Indústria e Abastecimento: nome formal da RA, herança da função industrial e de abastecimento que a área tinha originalmente.
Lixão da Estrutural — 200 hectares: 2º maior lixão do mundo, o maior da América Latina. Encerrado oficialmente em janeiro de 2018 após mais de 50 anos de operação. Hoje recebe apenas resíduos de construção civil.
Complexo Integrado de Reciclagem (CIR-DF): inaugurado em dez/2020, 80 mil m² na Cidade do Automóvel. Recebe 5.000 t/mês de recicláveis. Operação compartilhada entre SLU, SEMA, CENTCOOP e cooperativas. 450-500 catadores cooperados, ~1.000 famílias dependentes.
CENTCOOP-DF (Central das Cooperativas de Trabalhadores de Materiais Recicláveis): articula 11 cooperativas em galpões da Estrutural + 10 outras pelo DF.
Hospital de referência: HRC (Hospital Regional de Ceilândia) — Estrutural não tem hospital próprio. UBS local atende a população.
Forte presença evangélica: Assembleia de Deus, Universal, Quadrangular — igrejas de medio porte com pastorado consolidado. Católicos minoritários, com paróquia ativa.
IFB Estrutural (campus do Instituto Federal de Brasília): presença educacional importante, ofertando cursos técnicos e tecnológicos.
[03]
Cronologia — do Lixão à RA, da reciclagem informal à cooperativa
60 anos de história de luta por dignidade
Ano
Marco
Status em mai/2026
anos 1960
Início do despejo de lixo urbano do DF na DF-095
Barracas de catadores se instalam ao redor
anos 1970-2000
Crescimento da ocupação informal, sem reconhecimento oficial
Vínculo com a reciclagem se consolida geração após geração
27/01/2004
Lei 3.315/2004 cria a RA XXV SCIA e a Vila Estrutural como sede
Reconhecimento formal após 40 anos de luta
2010-2018
Discussão e planejamento do encerramento do lixão (Lei dos Resíduos Sólidos 12.305/2010)
Transição para cooperativas em galpões
20/01/2018
Encerramento do Lixão da Estrutural — passa a receber apenas resíduos de construção civil Correio Braziliense
Maior lixão da América Latina encerrado; debate sobre destino dos catadores
2018-2020
Transferência forçada dos catadores para galpões — críticas à transição (catadores pagavam aluguel) Ecodebate
Transição parcial; muitos catadores fora do esquema formal
dez/2020
CIR-DF inaugurado — 80 mil m² na Cidade do Automóvel, 5.000 t/mês, 450-500 catadores cooperados, ~1.000 famílias Agência Brasília
Avanço estrutural, ainda insuficiente para absorver todo o coletivo
27/01/2024
Estrutural completa 20 anos de RA Brasil de Fato / IFB
Comemoração — destaca a invisibilização e a resistência
2024
PDAD-A 2024: 38.047 hab; renda dom. R$ 1.728; per capita R$ 570; 50,4% fora do DF; idade média 27,6 anos
Diagnóstico atual da RA
2025-2026
Discussão sobre situação econômica das cooperativas — "catadores enfrentam obstáculo financeiro"Poder360
Reciclagem ainda como atividade subremunerada; pauta de remuneracao por servico ambiental
out/2026
Eleição GDF
Celina = continuidade do mesmo modelo: cooperativa em galpão, sem remuneração por serviço ambiental, sem regularização total. Estrutural merece gestão que reconhece a reciclagem como trabalho.
Como usar: "A Estrutural não nasceu do lixo — ela nasceu do trabalho de quem cata. 60 anos de catação, 20 anos de RA reconhecida, 8 anos do encerramento do lixão. E em 2026 o catador ainda enfrenta obstáculo financeiro, paga aluguel de galpão, fica fora do esquema formal. Reciclagem é serviço ambiental — quem coleta merece ser remunerado como quem trabalha em qualquer outra função pública."
[04]
Eixo 1 · Dignidade da reciclagem (NÃO é assistencialismo)
A reciclagem sustenta a coleta seletiva do DF — quem cata merece remuneração de servidor ambiental
Diagnóstico — a Estrutural é a sala-de-máquinas da reciclagem do DF
O Distrito Federal é signatário da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) que estabelece a inclusão socioeconômica de catadores como elemento estruturante da gestão de resíduos. Na prática, o DF tem 11 cooperativas concentradas nos galpões da Estrutural + 10 outras pelo DF, articuladas pela CENTCOOP. O CIR-DF na Cidade do Automóvel processa até 5.000 toneladas de recicláveis por mês, com participação de 450-500 catadores cooperados e ~1.000 famílias dependentes da atividade. Sem esse trabalho, a coleta seletiva do DF não funciona — o catador cumpre função de serviço público ambiental.
Pagamento por serviço: em 2025, a Poder360 noticiou que "catadores de recicláveis enfrentam obstáculo financeiro em Brasília" — a remuneração pela venda do material coletado é insuficiente para sustentar dignamente a família.
Aluguel de galpão: após o encerramento do lixão (jan/2018), catadores passaram a pagar aluguel para usar galpão — modelo criticado por organizações dos catadores (ver Ecodebate 2018).
Trabalho insalubre: no antigo lixão, condições eram extremas — chorume, vidros, resíduos hospitalares contaminados, metais enferrujados. No CIR-DF, condições melhoraram, mas ainda há exposição a risco e atividade pesada.
Reconhecimento como categoria profissional: catadores aguardam regulamentação para serem reconhecidos como prestadores de serviço público ambiental (com direitos previdenciários e garantia de remuneração).
Cooperativas pequenas — escala limitada: dificuldade de competir com empresas de reciclagem maiores na revenda do material.
Furto de bueiro: o administrador regional já mencionou que pessoas vivendo da reciclagem furtam tampas de bueiro para vender — sintoma da desesperança quando o trabalho formal não remunera.
Proposta NOVO · Dignidade da reciclagem na Estrutural
Programa "Catador é Servidor Ambiental": remuneração mínima mensal garantida pela cidade ao catador cooperado por serviço de coleta — modelo replicado de Belo Horizonte (PMSB). Não é Bolsa Família — é pagamento por serviço prestado ao DF.
Subsídio de operação da cooperativa: isenção de aluguel do galpão CENTCOOP por cooperativa filiada, com auditoria de transparência.
Compras públicas obrigatórias: material reciclado da CENTCOOP em compras do GDF e órgãos parceiros (SLU, SEMA, escolas) — meta de % de compras locais.
Microcrédito-DF para cooperativados: linha BRB até R$ 30 mil sem fiador para o catador que quer crescer (montar marketplace, comprar equipamento, abrir pequena fábrica de transformação).
Centro de Triagem 2.0: auditoria e modernização do CIR-DF — equipamento, capacidade, segurança, dignidade do trabalhador.
Selo Reciclagem-DF: certificação de produto que usa material da CENTCOOP — incentivo de mercado.
Programa "Geração Plástica": qualificação profissional para filhos de catadores em parceria com IFB Estrutural — operação de máquina, gestão de cooperativa, design de produto reciclado.
Cartão CENTCOOP: cartão de identificação e acesso direto a benefícios públicos (BRB, BPC, escola, saúde) para o catador cooperado.
"Na Estrutural, o catador não quer Bolsa Família — quer reconhecimento de que ele faz serviço público ambiental e merece ser pago por isso. NOVO não trata reciclagem como assistencialismo — trata como o trabalho que sustenta a coleta seletiva do DF inteiro."
[05]
Eixo 2 · Saúde e contaminação do território
60 anos ao lado de um lixão — passivo ambiental e de saúde a recuperar
Diagnóstico — Estrutural cresceu ao lado do lixão
A Vila Estrutural está localizada em zona contígua ao antigo Lixão da Estrutural — área que recebeu mais de 50 anos de resíduos urbanos. O chorume contamina o solo e o lençol freático de toda a região. O encerramento do lixão em 2018 foi um marco ambiental, mas o passivo de contaminação permanece. A saúde da população local sofre os efeitos: doenças respiratórias, gastrointestinais, dermatológicas associadas à exposição prolongada, alta incidência de doenças crônicas.
Sem hospital próprio: emergência de média/alta complexidade depende do HRC (Ceilândia) — sobrecarregado.
UBS local: existe, mas equipe da Saúde da Família é subdimensionada para a demanda populacional e o passivo de saúde.
Saúde mental: sem CAPS próprio, populacao depende de Ceilândia para CAPS-AD — distância e custo de transporte limitam o acesso.
Saúde da mulher: mães chefes de família com cuidado pré-natal limitado, mamografia escassa, planejamento familiar pouco acessível.
Doenças associadas ao lixão: respiratórias (poeira, queima), parasitárias (água contaminada), dermatológicas (contato com resíduos), traumas (acidente em catação).
Saneamento básico: rede de esgoto historicamente precária — quadras consolidadas têm cobertura, áreas em consolidação ainda dependem de fossa.
Proposta NOVO · Saúde Estrutural
UBS Estrutural ampliada em 12 meses — concurso SES com vagas dedicadas. Equipe da Saúde da Família ampliada para cobrir 100% da população.
UPA Leste / Oeste Estrutural-Ceilândia: estudo de viabilidade de UPA 24h ou ampliação de capacidade do HRC para absorver demanda da Estrutural.
Programa Saúde do Catador: exame periódico obrigatório oferecido pela SES para cooperados, com foco em doenças ocupacionais.
Plano de Recuperação Ambiental do Lixão: auditoria do passivo, plano de descontaminação do solo e lençol freático, em parceria com Sema, IBRAM e MPDFT — cronograma público.
CAPS Estrutural: centro de atenção psicossocial próprio, equipe completa.
Saúde da Mulher integrada: ginecologia, mamografia, pré-natal, planejamento familiar nas UBS — busca ativa.
Programa "Estrutural Limpa": coleta porta-a-porta diária, fim do entulho clandestino, parceria com SLU e CENTCOOP.
[06]
Eixo 3 · Segurança — entre o medo e o estigma
CVLI presente, percepção de medo alta, estigma de "cidade perigosa"
Diagnóstico — Estrutural entre as RAs com indicadores de violência preocupantes
A Estrutural aparece em levantamentos da SSP-DF entre as RAs com indicadores preocupantes em 2025 — incluindo no levantamento de feminicídios (Correio Braziliense, mar/2026, citou SCIA/Estrutural entre as RAs com 2 feminicídios). A população convive com tráfico em pontos específicos, roubo a transeunte, violência doméstica em alta, estigma social. O eleitor da Estrutural é majoritariamente pró-policia (vítima e não algoz do crime) — mas pede policiamento presente, respeitoso e técnico, não opressor.
Feminicídios 2025: SCIA/Estrutural entre as RAs com 2 mulheres assassinadas Correio Braziliense mar/2026.
Tráfico em pontos: dinâmica de gangues que cruza fronteira com Cidade Estrutural / Estrutural / Cidade do Automóvel.
Roubo a transeunte: ocorrências em pontos específicos do centro comercial e paradas de ônibus.
Violência doméstica: alta incidência, agravada pela vulnerabilidade econômica das mulheres.
Estigma: mídia comercial e perfil de "cidade perigosa" causa estigma para morador buscar emprego fora da RA.
Iluminação precária em quadras menos consolidadas.
Efetivo PMDF subdimensionado para a densidade demográfica e a complexidade da geografia da RA.
Proposta NOVO · Segurança Estrutural
Reforço do policiamento ostensivo: revisão do efetivo do batalhão responsável pela Estrutural, base móvel em pontos críticos, ronda escolar.
Programa Luz e Visibilidade Estrutural: 100% de iluminação LED até 2028, foco em rota da mulher trabalhadora e crianças escolares.
Lei Feminicídio Zero (ação Estrutural): protocolo SEMA + SES + SSP + SEDESTMIDH integrado, busca ativa, abrigo emergencial em 24h, integração com Casa da Mulher Brasileira de Ceilândia.
Câmeras integradas: ampliação do programa BSB Cidade Inteligente para Estrutural — câmeras com leitura de placa em entradas, comércio e áreas de movimento.
Polícia Comunitária: programa permanente de relacionamento PMDF-comunidade, especialmente com cooperativados e mães comunitárias.
Programa Anti-Estigma: articulação com mídia, redes sociais, IFB Estrutural para mostrar a Estrutural além do estigma — campanhas com lideranças comunitárias.
Programa "Recicla Cidadão": integração entre Sejus, escola, IFB e PMDF para jovens em situação de risco social — alternativa real ao crime.
[07]
Eixo 4 · Educação e jovem — IFB Estrutural é o motor de transformação
Filho de catador merece o mesmo padrão de oportunidade que filho do Plano Piloto
Diagnóstico — educação na Estrutural
Rede SEEDF: escolas estaduais presentes, mas com infraestrutura envelhecida, falta de professor em áreas exatas (mat/quim/fis).
IFB Estrutural (Instituto Federal de Brasília): campus presente — oferece cursos técnicos e tecnológicos. Maior ativo educacional da RA e ponto de orgulho da comunidade.
CEPI (Centro Educacional da Primeira Infância): demanda muito maior que a oferta — mãe trabalhadora ou catadora depende de creche.
Educação integral: demanda crescente para reduzir tempo livre de jovens fora do controle familiar.
EJA (Educação de Jovens e Adultos): demanda em catadores adultos e mães chefes de família que precisam alinhar trabalho e estudo.
Conectividade: escolas com internet limitada, dependência de plano celular do professor.
Evasão escolar: jovem entra no mundo do trabalho (formal e informal) cedo demais, especialmente em famílias de catadores.
Proposta NOVO · Educação Estrutural
Concurso SEEDF: reaberto em 12 meses com vagas específicas para Estrutural em áreas exatas e educação infantil.
Expansão do IFB Estrutural: mais turmas, mais cursos, parceria com CENTCOOP (curso de gestão de cooperativa, design de produto reciclado, operação de equipamento de triagem).
2 novos CEPIs Estrutural: meta de zerar fila de espera em educação infantil ate 2028 — apoio direto a mãe trabalhadora e catadora.
Educação Integral em 100% das escolas SEEDF da Estrutural ate 2028.
EJA expandida: turmas noturnas vinculadas com CENTCOOP — catador estuda enquanto trabalha.
Programa "Escola Conectada Estrutural": internet de qualidade, lousa digital, tablets.
Programa "Geração Plástica" (com IFB e CENTCOOP): bolsa de aprendizado + estágio remunerado para filhos de catadores em design, operação, gestão.
Programa "Universitário Estrutural": conexão com UnB / IFB / FUP para abrir bolsas e cotas para jovens da RA, com transporte gratuito.
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Eixo 5 · Regularização e habitação
Família vive aqui há 30+ anos, paga IPTU e ainda não tem escritura
Estrutural · território em regularização há décadas
A Estrutural nasceu da ocupação informal — sua existência foi reconhecida pelo GDF em 2004 (Lei 3.315) com a criação da RA, mas o território segue em processo de regularização fundiária parcial. Muitas famílias vivem em imóvel há 30-40 anos, pagam IPTU, e ainda não têm escritura definitiva — situação que impede crédito imobiliário, garantia bancária, sucessão formal, melhoria do imóvel.
Vila Estrutural consolidada: grande parte do território está em processo de regularização Codhab/Seduh.
Áreas em consolidação: bordas da RA com expansão recente, ainda sem cadastramento completo.
Cooperativados sem moradia regularizada: catador trabalha na cidade que ele sustenta, mas sua casa segue em processo.
Cartório distante e caro: custo cartorial pesa no orçamento de família com renda dom. R$ 1.728.
Sem programa habitacional específico para a RA: não há projeto Codhab vertical equivalente ao Itapoã Parque ou Sol Nascente.
Áreas de risco: proximidade com antigo lixão demanda fiscalização ambiental e habitacional integrada.
Proposta NOVO · Regularização e habitação Estrutural
Força-tarefa Regularização Estrutural: Terracap + Codhab + Seduh com meta de 1.500 títulos/ano até 2030. Cronograma público, marco trimestral.
Conselho de Acompanhamento Trimestral: participação de associações de moradores, CENTCOOP, mães comunitárias — transparência integral.
Programa "Título na Mão Estrutural": mutirão de cartórios + Defensoria Pública para reduzir custo cartorial — para família de baixa renda, registro grátis.
Plano de Habitação Estrutural: estudo de viabilidade de projeto habitacional Codhab dedicado à Estrutural, priorizando catador cooperado e mãe chefe de família.
"IPTU para Título": conversão do IPTU pago historicamente em crédito para custo de regularização.
Modernização do cadastro Terracap/Codhab: sistema digital integrado, transparência ativa, família consulta seu processo online.
Plano de Recuperação Ambiental do Lixão integrado à habitação: resolver passivo ambiental e fundiário ao mesmo tempo.
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Eixo 6 · Mobilidade — entre Ceilândia e o Plano Piloto
Sem metro, ônibus saturado, trabalhador gasta horas para chegar ao emprego
Diagnóstico mobilidade Estrutural
DF-095 (Estrutural): via principal de ligação Cruzeiro - Plano Piloto - Estrutural - Cidade do Automóvel - Ceilândia. Congestionamento intenso nos horários de pico.
Sem metro, sem BRT: a Estrutural está fora do mapa do Metro-DF e dos corredores BRT. Não há previsão.
Acessibilidade interna: ruas internas com calçada precária, falta de sinalização, ciclovia inexistente.
Cidade do Automóvel (zona contígua): alimentadores precários — trabalhador depende de transporte particular ou pé.
CIR-DF (na Cidade do Automóvel): 1.000 famílias trabalhando no CIR — ainda assim, transporte ate o complexo é problema.
Trajeto ate o emprego: trabalhador da Estrutural que vai para Plano Piloto ou Lago Sul gasta 2-3 horas/dia em transporte.
Proposta NOVO · Mobilidade Estrutural
Linha dedicada Estrutural-Plano Piloto-Cidade do Automóvel: frota nova com ar-condicionado, frequência previsível, integração tarifária.
BRT Oeste (estudo de viabilidade): avaliar corredor expresso conectando Ceilândia - Estrutural - Cruzeiro - Plano Piloto.
Pavimentação interna: cronograma articulado com regularização — cada lote titulado, rua pavimentada.
Programa Calçada Estrutural: recuperação com participação do morador (PPP de baixo custo).
Ciclovia Estrutural-Ceilândia: conectar as duas RAs por corredor de mobilidade ativa.
Aplicativo de transporte distrital: rastreio em tempo real, denúncia de problema, intervalo previsível.
Transporte gratuito para catadores cooperados: cartão CENTCOOP integra acesso ao transporte público diário.
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Frases-bomba
Linguagem direta, popular, com respeito à história — calibrada à Estrutural
"Na Estrutural, o catador não pede esmola — pede reconhecimento. Ele presta serviço público ambiental para o DF inteiro, sustenta a coleta seletiva, separa o que a gente joga fora. E ganha menos do que um comissionado político da continuidade. Isso vai mudar."
"60 anos de catação. 20 anos como RA. 8 anos do encerramento do lixão. E o catador ainda paga aluguel de galpão. Não é gestão — é descaso institucional travestido de cooperativa."
"A reciclagem é a história fundadora da Estrutural. Não é vergonha — é o trabalho que sustenta a cidade. NOVO chega para remunerar quem cata, não para esconder a Estrutural debaixo do tapete."
"O Lixão foi encerrado em 2018. O passivo ambiental segue. Solo contaminado, lençol freático contaminado, saúde da família contaminada. Plano de Recuperação Ambiental — não em ano eleitoral, mas em 4 anos de gestão."
"Mãe que catou a vida inteira pra criar os filhos não quer Bolsa Família — quer filho no IFB, neto na universidade, casa com escritura. Programa Geração Plástica, regularização triplicada, microcrédito sem fiador. Oportunidade real, não promessa."
"A Estrutural tem renda 16× menor que o Lago Sul. Mas o catador da Estrutural limpa o lixo que o Lago Sul produz. Quem está em dívida com quem?"
"NOVO em Minas, Zema entregou. Não com discurso — com cronograma. A Estrutural merece o mesmo padrão: gestão técnica que reconhece dignidade."
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Q&A — perguntas hostis
Para entrevista, debate, live, encontro com associação
O senhor é empresário de shopping. O que entende da Estrutural?
Empresário aprende na prática o que é alvará difícil, taxa que pesa, juro alto, regularização travada. O mesmo que catador cooperado vive — em escala diferente. Por isso minha primeira proposta é o programa "Catador é Servidor Ambiental": remuneração mínima mensal por serviço prestado ao DF. Não é Bolsa Família — é pagamento por trabalho. NOVO não vê na Estrutural um problema — vê o trabalho que sustenta a coleta seletiva.
NOVO defende cortar funcionário público. Tem servidor na Estrutural.
Concursado é Constituição — não se corta. Servidor da PMDF, SES, SEEDF, IFB, SLU que mora ou trabalha na Estrutural é parceiro — não adversário. Cortes são em comissionado político: para cada um novo, dois extintos. E reabro concurso da SES em 12 meses para preencher vagas na UBS local.
Ibaneis encerrou o lixão e inaugurou o CIR-DF. O senhor vai prometer o que?
Encerrar o lixão foi avanço — Brasil de Fato e Correio Braziliense documentaram. Mas a transição não foi com dignidade. Catador pagou aluguel de galpão, ficou fora do esquema formal, segue sem remuneração por serviço. Minha proposta: Programa "Catador é Servidor Ambiental", isenção de aluguel CENTCOOP, microcrédito sem fiador, Plano de Recuperação Ambiental do passivo do lixão. Acabou era da promessa — entrei na era do cronograma.
A Estrutural é cidade perigosa. Como o NOVO vai mudar?
Estrutural não é "cidade perigosa" — é cidade trabalhadora vítima do crime que vem de fora. Eleitor da Estrutural é pró-policia. Reforço do batalhão, base móvel em pontos críticos, Programa Luz e Visibilidade 100% ate 2028, câmeras com leitura de placa. Programa "Recicla Cidadão" para jovem em risco — alternativa real ao crime. Não é polícia opressora — é policia presente e respeitosa.
Vai privatizar a saúde e o pobre vai ficar sem atendimento?
Não. SUS é direito constitucional — não se privatiza. O que precisa é gestão competente: UBS Estrutural ampliada em 12 meses, concurso SES, equipe da Saúde da Família completa, CAPS próprio. Saúde se resolve com gestão — não com discurso. Estrutural não pode mais depender só de Ceilândia.
Você vai contra a igreja evangélica?
Não. Respeito a fé de cada cidadão. NOVO não briga com igreja — defende o direito de cada um crer e viver sua fé. Pauta da campanha é gestão: dignidade da reciclagem, regularização, saúde, educação, segurança, mobilidade. Não misturo agenda de costumes com governo. Foco é resolver o que está na vida da pessoa.
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Sound-bites — 8 falas curtas
Para vídeo curto, rádio comunitária, conversa de portão
"Reciclagem é trabalho, não esmola. Catador é servidor ambiental do DF inteiro."
Abertura — dignidade da reciclagem
"60 anos catando — e o catador ainda paga aluguel de galpão. Acabou."
Cooperativa / CENTCOOP
"Mãe catadora não quer Bolsa Família — quer filho no IFB e neto na universidade."
Educação / dignidade
"Lixão fechou em 2018. Passivo ambiental segue. Plano de Recuperação em 4 anos."
Saúde / ambiente
"Estrutural tem renda 16× menor que o Lago Sul — e limpa o lixo do Lago Sul."
Justiça territorial
"Concursado não se corta. Comissionado, sim. Para cada novo, dois extintos."
NOVO / funcionário público
"Filho da Estrutural merece o mesmo padrão de filho do Plano Piloto."
Igualdade de oportunidade
"Zema entregou em Minas com gestão técnica. Estrutural merece o mesmo padrão."
Benchmark NOVO
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Lideranças mapeadas — Estrutural
Quem articular, quem cumprimentar, quem evitar
Gestão pública
Alceu Prestes de Mattos — Administrador Regional do SCIA/Estrutural (RA XXV) · gestão atual (a confirmar continuidade). Cargo político de articulação com o governador. Cumprimento institucional obrigatório em qualquer visita oficial.
Cooperativismo e reciclagem (CENTRAL)
CENTCOOP-DF (Central das Cooperativas de Trabalhadores de Materiais Recicláveis): articula 11 cooperativas na Estrutural + 10 outras pelo DF. Reunião reservada com diretoria — pauta: remuneração por serviço, isenção de aluguel, compras públicas. Aliado estratégico do NOVO em pauta de dignidade.
Cooperativas no CIR-DF (Ambiente, Coorace, Coopernoes, Construir, Recicla Brasília): 450-500 catadores cooperados — visita a cada uma com respeito, ouvindo lideranças.
Comitê de catadores autônomos: catadores que não entraram no esquema formal — pauta de inclusão.
Educação
IFB Estrutural (Instituto Federal de Brasília — campus Estrutural): equipamento educacional central. Visita institucional reservada com diretor — pauta: expansão de cursos, parceria CENTCOOP, Programa Geração Plástica.
Saúde
UBS Estrutural: visita reservada com servidores e equipe da Saúde da Família. Pauta: ampliação, concurso SES, equipe completa.
Conselho de Saúde local — articulação com moradores.
Religiosas
Lideranças evangélicas (AD, Universal, Quadrangular): rede pulverizada e ascendente na Estrutural — pastores influentes nas comunidades. Visitar sem proselitismo, com respeito à pauta familia. Pauta espiritual não é fala do Kiko — é fala do pastor. Mapear pastores com bancada cristã na CLDF.
Paróquias da Arquidiocese de Brasília na Estrutural: Igreja Católica · rede de apoio social, pastoral social ativa em apoio a família vulnerável.
Sociedade civil e mulher
Lideranças femininas comunitárias: mãe chefe de família, líder de associação, voluntárias. Roda de conversa reservada com 8-10 mulheres — escutar 70%, falar 30%. Pauta: violência, creche, saúde, microcrédito feminino.
Associações de moradores da Vila Estrutural — pauta de regularização, saneamento, segurança.
10h30 · Visita ao CIR-DF (Complexo Integrado de Reciclagem, Cidade do Automóvel). Conversa com diretoria CENTCOOP e cooperativados. Anunciar Programa "Catador é Servidor Ambiental". Foto com cooperativados (com autorização, com respeito).
12h · Almoço em restaurante popular do centro. Roda com associação de moradores e CENTCOOP. Anunciar isenção de aluguel galpão + microcrédito sem fiador.
14h · Visita ao IFB Estrutural (campus). Pauta: Programa Geração Plástica + expansão de cursos. Anunciar parceria CENTCOOP-IFB.
15h30 · Visita à UBS Estrutural. Conversa com servidores e equipe da Saúde da Família. Anunciar concurso SES e ampliação.
17h · Roda de conversa reservada com 8-10 mulheres comunitárias (mães chefes de família, lideranças). Anunciar CAPS Estrutural + Lei Feminicídio Zero ação local.
18h30 · Cumprimento institucional a liderança evangélica de medio porte. Pauta família, segurança, dignidade. Sem proselitismo.
20h · Live curta (10 min) no centro da Estrutural — resumindo o dia. Compromisso: 7 medidas concretas (Dignidade Reciclagem + Saúde + Educação + Regularização + Segurança + Mobilidade + Habitação).
Personas-chave da Estrutural
Mãe catadora, 32-50 anos, cooperada
Trabalha 8-10h/dia no CIR ou no galpão. Renda flutua com preço do material. Filhos pequenos com creche distante. Marido às vezes ausente.
Mensagem: "Catador é servidor ambiental — remuneração mensal garantida. CEPI Estrutural para os filhos. Microcrédito sem fiador. Programa Geração Plástica para o filho mais velho."
Jovem da Estrutural, 16-22 anos, estudante / pré-trabalhador
Vê o IFB perto, mas a familia tem orgulho da reciclagem. Quer crescer mas sente estigma "Estrutural" quando procura emprego fora.
Mensagem: "IFB ampliado. Programa Geração Plástica: bolsa + estagio em design, gestão, operação. Programa Universitário Estrutural — UnB/IFB/FUP com cota e transporte. Estrutural é trampolim, não rótulo."
Catador autônomo (fora da cooperativa), 40-60 anos
Não entrou no esquema formal após encerramento do lixão. Trabalha individualmente, sem proteção social, vende para atravessador.
Mensagem: "Programa de inclusão CENTCOOP, sem aluguel de galpão no primeiro ano, microcrédito BRB, regulamentação como prestador de serviço ambiental. NOVO não esquece quem ficou de fora."
Comerciante popular, 35-55 anos
Loja, padaria, açougue, farmácia local. Alvará difícil, ISS pesado, segurança patrimonial precária, freguês com baixo poder de compra.
Mensagem: "Alvará em 7 dias, ISS digital, microcrédito sem fiador, ARC do comércio popular, base PMDF reforçada. Comerciante popular é parceiro do NOVO."
Pastor evangélico, 40-60 anos, AD ou Universal
Líder de fé com 200-500 fiéis. Cuida de pastoral social, ajuda família em crise, escola de domingo.
Mensagem (formato institucional, com respeito): "Respeito profundo pelo trabalho social da igreja. Pauta de família, segurança, dignidade do trabalho. Sem proselitismo do candidato — a fala espiritual é do pastor."
NÃO faça na Estrutural (armadilhas)
Não tratar a Estrutural como "favela" ou "invasão" — é RA oficial desde 2004, com identidade e história próprias.
Não chamar o catador de "vítima" — ele é trabalhador, prestador de serviço público ambiental.
Não falar em "Bolsa Família" como solução — falar em "remuneração por serviço", "dignidade do trabalho", "microcrédito".
Não esconder a reciclagem na pauta — a reciclagem é orgulho da Estrutural, deve ser celebrada.
Não improvisar dado de feminicídio — usar SSP-DF / Correio Braziliense mar/2026 com fonte.
Não usar agenda de costumes (aborto, drogas) — foco em gestão.
Não atacar a PMDF — eleitor majoritariamente pró-policia, vítima e nao algoz do crime.
Não tirar foto com catador sem autorização explícita — respeito é prioridade.
Não prometer escritura "ate fim do ano" — promessa irreal, falar de cronograma e ritmo triplicado.
Não posar com ostentação — carro modesto, roupa simples, postura de igual.
Não fazer fala religiosa em nome próprio — respeitar codigo da igreja, deixar pastor falar.
Não tratar o passivo ambiental do lixão como problema "encerrado" — encerramento foi 2018, mas contaminação persiste por décadas.
Não confundir Estrutural (RA XXV) com Cidade do Automóvel (zona contígua, mas não é o mesmo lugar).